sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Canção da balzackiana

Eu vou casar ...

Com o cara do quartel ...

Eu vou casar ...

Vou casar com o Rafael.


Ele é um sujeito sacana,

É mais fama do que é cama...

Mas sei que por mim ele tem adoração.


Eu vou casar ...

Com o cara do quartel ...

Eu vou casar ...

Vou casar com o Rafael.


Já andei fora da linha.

Fui de putana a rainha...

Agora o que eu quero é sossego e consideração.


Eu vou casar ...

Com o cara do quartel ...

Eu vou casar ...

Vou casar com o Rafael.


E de que vale a paixão?

A dor de uma ilusão...

Aprendi que o amor não paga conta não.


Eu vou casar ...

Com o cara do quartel ...

Eu vou casar ...

Vou casar com o Rafael.


Ben O'Buddy

In music.

sábado, 30 de outubro de 2010

O lamento das três Marias

Coaineadh Na dTri Múire - (tradução livre - Ben O'Buddy)

Oh Pedro, apóstolo. Tu vistes meu amado e iluminado filho?
Oh minha tristeza... Oh minha dor.

Sim eu o vi. Estava cercado por seus inimigos esta noite.
Oh minha tristeza... Oh minha dor.

Venham comigo Maria Madalena e Maria Cleophas e chorem meu pesar comigo
Oh minha tristeza... Oh minha dor.

Mas Senhora,... como choraremos teu filho sem Seu corpo?
Oh minha tristeza... Oh minha dor.

Oh bom senhor sabes do meu filho?
Oh minha tristeza... Oh minha dor.

Oh minha mãe, sou eu teu filho. Não me reconheces?
Oh minha tristeza... Oh minha dor.

És o Bebê que carreguei nove meses em meu ventre?
Oh minha tristeza... Oh minha dor.

És Aquele que nasceu em um estábulo quando ninguém nos deu um cômodo?
Oh minha tristeza... Oh minha dor.

És meu Filho a quem amamentei?
Oh minha tristeza... Oh minha dor.

Ouça, minha mãe. Não sinta pesar por mim.
Oh minha tristeza... Oh minha dor.

É essa a marca dos pregos que fincaram-Te?
Oh minha tristeza... Oh minha dor.

É esse o ferimento da lança que atravessou Teu coração tão puro?
Oh minha tristeza... Oh minha dor.

*Oh meu Filho. Tão grande é o teu fardo. Deixa que tua mãe ajude a carregá-lo.
Oh minha tristeza... Oh minha dor.

Oh querida mãe. Cada um de nós deve carregar sua própria cruz.
Oh minha tristeza... Oh minha dor.

(* Os últimos dois versos pertencem ao poema "Coaineadh na Maighdine" e foram excertados posteriormente)


quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Mais do mesmo

Ei...
pessoa linda...
O que é que você faz aqui...
Olhando o caos, p'ra tentar se divertir?

Você sabe que é imperfeito... mas você ainda quer mais...
Por que você não nos deixa em paz?
Por que você não me deixa em paz?

Desses trinta e tantos anos nenhum foi feito p'ra mim...
E agora você quer que eu fique assim: igual a você.

É mesmo... como eu vou crescer...
Se cada um é o que é?

Quem vai tomar conta dessa gente?
Quem vai tomar conta da gente?

Quando a torre se desmorona...
Que otimismo que você sente?

Em vez de luz, só vejo trevas...
No fim de tudo...

Ooh... sempre mais do mesmo.
E não adianta dizer que não vai ser sempre assim...

Ooh... sempre mais do mesmo.
E no fundo não era isso mesmo que você sempre quis?

Ah...
Bondade sua me explicar, com tamanha exatidão...
Exatamente o que me falta p'ra ser como você é.
Eu já sabia há muito tempo que você pensava assim.

E agora você quer...
Que'o mundo seja melhor.
Mas não é tão fácil assim...
Pelo menos não p'ra mim.

Nunca é fácil para mim.

Enquanto isso... lá na enfermaria...
Todos os doentes,... contamos piadas...
Para enganar a dor.

(E muita gente continua sendo morta... morta... morta...)

Mais do mesmo. Urbana Legio Omnia Vincit.
Adaptação livre - Ben O'Buddy.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Praças

Eu fui na praça molhada...
Fiquei todo enxarcado.

Tive que ir na praça seca...
quase morri de gastura.

Fui na praça dos prazeres...
Só de raiva...

Prazer não tive.
Só mais uma estória p'ra contar.
E um rosto p'ra esquecer.

Vi a praça da amendoeira...
Na minha infância 'inda tinha a amendoeira.

Chorei na praça do Adeus...
Mas acho que só porque é praxe chorar por lá.

Na praça das memórias...
As estátuas dos Grandes me deram conselhos...
Pena qu'eu tenho memória curta pra conselhos.

Na praça do Agouro...
Passei correndo,... fazendo o sinal da cruz.

"Cemitério é praça linda,
que ninguém quer passear..."

Pois foi justamente lá
Qu'eu de fato sentei praça
Fiz da praça o meu lar.

Ben O'Buddy
Lira dos 30 Anos.

sábado, 23 de outubro de 2010

O sono e a morte


(Tradução livre de "John O'Dreams" - Arcady)

Quando a noite chega as pessoas vão para suas casas.

Suas jornadas estão concluídas e seus lares os acolhem.

Deitam-se em suas camas confortáveis e se aninham em seus cobertores

É hora de deixar a noite por conta do velho John O'Dreams.


Pela colina, o Sol segue seu caminho.

As preocupações do amanhã estão perdidas nos sonhos.

As estrelas no alto dos céus, a luz da vela se esvaindo.

É hora de deixar a escuridão por conta do velho John O'Dreams.


Ambos servo e senhor, à noite são homens comuns.

Todas as coisas são iguais quando o dia se foi.

O príncipe e o plebeu. O escravo e o homem livre...

Todos encontram conforto graças ao velho John O'Dreams.


Agora que você dorme, seus sonhos voam livres.

Os monstros do dia não podem alcançá-lo agora.

O sono é como um rio, que flui eternamente.

E como o seu barqueiro você escolhe o velho John O'Dreams.












Hipnos (o sono) e seu irmão gêmeo Tânatos (a morte)